16/01/2010

Grupo SAGE é afetado pela crise em 2009, mas alcança ótimo resultado operacional no Brasil


Apesar da retração nos números globais, a subsidiária brasileira atingiu 125% do resultado operacional previsto.

O grupo britânico SAGE, especializado em sistemas de gestão para médias empresas, registrou retração de 4% nas vendas no ano fiscal de 2009, totalizando US$ 2,2 bilhões, de acordo com o CEO da companhia, Paul Walker.

Apesar do recuo na comparação com o exercício de 2008, o resultado está dentro do esperado diante da recente crise financeira mundial, segundo o CEO. Já que o índice de renovação de licenças se manteve em 81% e a receita em assinaturas (segmento responsável por 65% da receita total da companhia) alcançou um aumento de até 14%, com exceção dos mercados do Reino Unido, da Europa Continental e da América do Norte, além dos 245 mil novos clientes conquistados no período.

Dentro da estratégia para enfrentar a retração do mercado no último ano, a SAGE, que está em 70 países, também promoveu corte em seus custos. Entre as medidas adotadas, houve redução de 11% no número de colaboradores, de acordo com o CEO.

No Brasil, onde a empresa se dedica exclusivamente ao desenvolvimento de sistemas para gestão de tesouraria e adota o nome de SAGE XRT, o faturamento também encolheu no ano passado, com uma diminuição de 5% na comparação com 2008, período no qual a subsidiária teve um crescimento excepcional de 80%.

De acordo com o presidente SAGE XRT, Thierry Giraud, no ano passado a retração foi sentida principalmente na divisão de novos projetos. Entretanto, graças a uma forte demanda na área da construção civil, de serviços e automotiva, o resultado operacional da filial brasileira atingiu 125% do previsto no budget, elaborado antes da crise mundial, que teve início em setembro de 2008.

“Com as várias medidas que promovemos, como um ajuste forte nos custos, e a retomada do mercado no segundo semestre, fechamos bem o período de 2009 frente ao cenário que se desenhava no início do ano”, afirma Giraud, que aposta em um crescimento de 13% nos negócios em 2010.


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